Adamus® Saint-Germain
A Série “O Grande E”
Shoud 7
4 de Abril, 2026
Manifestando Coisas com a Nova Inteligência
Apresentado ao Crimson Circle em 4 de abril de 2026
Gravado no Shaumbra Pavilion
em Holualoa, Havai, EUAApresentando
Adamus® Saint-Germain canalizado por Geoffrey Hoppe
Assistido por Linda Hoppe
Traduzido por Inês Fernandes
Por favor, distribua livremente este texto, em sua totalidade, em uma base não commercial, sem cobrança e incluindo essas notas. Todos os outros usos devem ser aprovados por escrito por Geoffrey Hoppe, Golden, Colorado.
Ouça o áudio ou assista o vídeo deste Shoud online.
* * *
Allatone: Permitindo a Criação
ADAMUS: Eu Sou o que Sou, Adamus of Sovereign Domain.
Ah, queridos Shaumbra, é um prazer estar de volta com vocês. Parece até que não saímos do Shoud passado. Eu sei que muitas coisas têm acontecido na vida de vocês. De muitas maneiras, as coisas estão de ponta-cabeça, mas ainda assim vocês estão onde deveriam estar. As coisas estão se transformando. Não seria triste se vocês não sentissem nada? Mesmo que vocês estejam se sentindo chateados ou zangados, se estão irritados, se estão no limite. Vocês estão sentindo algo e isso é maravilhoso. Algo está acontecendo. Vocês sabem disso. Vocês não precisam ter QI de 160 pra saber que algo está acontecendo na vida de vocês neste momento, e ao redor. Isso é muito bonito.
Às vezes, é um pouco assustador, mas, eh, é por isso que estamos aqui. É por isso que estou aqui com vocês no planeta e outros Shaumbra. Estamos passando por isso juntos. Sim, de forma bastante personalizada, mas estamos passando por isso juntos. Nunca tivemos isso em existências anteriores, porque não tínhamos o sistema de comunicação que existe hoje. Mas estamos passando por isso juntos e, embora seja uma jornada muito pessoal, vocês sabem que não são os únicos. Vocês não estão loucos. É isso que eu quero dizer. Bem, vocês são loucos em relação a algumas coisas, mas vocês não são loucos de verdade.
Sua Luz
Então, imaginem um instante como seria simplesmente brilhar sua luz, deixar que vocês irradiem essa luz, sem forçar, sem pressionar, permitindo abertamente que sua luz brilhe, vindo de dentro, não apenas do corpo, mas de todo o ser, se abrindo, sem medo, sem se conter, sem proteções da mente pra frear isso, sem ficar se perguntando: “O que vai acontecer se eu deixar minha luz brilhar?”
Falamos muito sobre isso, sobre a radiância e deixar sua luz brilhar, estar aqui no planeta pra que sua luz brilhe. Falamos muito sobre isso, mas vocês ainda hesitam. Vocês ficam tímidos e, de certo modo, se seguram. Por quê? Porque vocês não sabem direito o que está acontecendo. Porque outras coisas ruins podem ter acontecido em tempos idos quando vocês se abriram. Mas a verdadeira chave não é necessariamente o que os outros vão achar de vocês, o que o mundo vai achar de vocês, mas o que vocês vão achar de vocês. Isso é que é importante aqui.
Quando a luz de vocês se abre e vocês não se detêm e deixam que ela expanda, sem direcioná-la, e vocês respiram fundo sem tentar consertar nada, deixando que ela irradie – não estou me referindo a falar muito, gritar ou coisas desse tipo, mas de deixar a luz brilhar, deixar a consciência estar presente integralmente –, é libertador, verdadeiramente libertador. E, repito, vocês começam a perceber que, ao fazerem isso, não necessariamente coisas ruins vão acontecer e as pessoas vão roubar sua luz. Quando vocês fazem isso, deixam a luz brilhar, vocês começam a perceber que vocês estão vendo a si mesmos.
Claro, vocês podem hesitar e dizer: “Será que estou realmente pronto pra me ver? O que eu vou ver? Demônios e o bicho-papão? Coisas terríveis? Memórias suprimidas? Será que vou perceber que sou inferior ao que eu achava que era?” Então, fica essa hesitação, uma enorme hesitação, que segura vocês. Vocês deixam a luz brilhar um pouquinho aqui, um pouquinho ali, e falam de deixar a luz brilhar. Ou pensam: “Amanhã, vou conseguir fazê-la brilhar um pouco mais.” “Serei mais eu mesmo” é o que realmente isso quer dizer. Fazendo isso, a luz irradia. Mas vocês hesitam.
Mas imaginem um instante, enquanto estamos aqui neste espaço seguro, como é respirar fundo e irradiar luz. Deixem que ela brilhe. O que vocês têm a perder? Vocês já tentaram de tudo. Podem tentar isso também. Vocês respiram fundo e liberam isso, liberam o controle humano, o gerenciamento humano das energias, o gerenciamento mental da criação em si. E, quando fazem isso, é libertador.
Primeiro, vocês percebem que não há reação adversa. Não há reação adversa imediata. Não é como se levassem um tapa na cara da sua própria energia. Não é como se, de repente, vocês abrissem os portões da prisão e todos os seus demônios saíssem. Não é nada disso. Os demônios ficam lá quando vocês os reprimem, quando vocês se contêm. Quando vocês se abrem, de repente percebem que, na verdade, não há demônios.
Percebem a verdade do seu ser e não a ilusão falsa de um ser suprimido. E é isso que importa. Quando vocês se suprimem, se seguram, vocês criam todos os prisioneiros da prisão, vocês criam o bicho-papão e tudo mais. Mas, quando respiram fundo na Presença, “Eu Sou, Aqui”, e liberam o controle mental, respirando fundo, então vocês percebem que não é uma revelação grandiosa na hora, o que de certa forma é, mas que isso é a liberdade, a verdadeira soberania.
De repente, vocês não listam todas as coisas que têm que fazer ou melhorar pra deixarem a luz brilhar. Não precisam fazer nada. E não tem nada a ser consertado, como disse a canção de abertura. Ah, e vocês fizeram isso por muitas existências, e de modo mais intenso nesta. Vocês achavam que iam consertar coisas no passado, mas nesta existência realmente iriam. Tentaram consertar e deixar tudo em ordem. Tentaram consertar sua biologia, seu corpo, seus maus hábitos e todo o resto. Então, houve muito trabalho de reparo. E, como viram no vídeo maravilhoso...
Por sinal, nunca fui muito fã da maioria das músicas passadas no início da minha apresentação. Não eram ruins, mas não eram exatamente o meu estilo. Cauldre gostou dessa e de outras, mas agora, quando vocês criam as próprias músicas e vídeos, e contam uma história com a música – não é só a música; é a codificação, é a energia, é o sentimento e a essência –, agora, eu gosto. Agora sou grande fã. Eu ficaria satisfeito de trabalhar com vocês – Cauldre, qualquer um de vocês – na criação de suas músicas e canções.
Mas a questão é que existe um foco muito grande em consertar o eu e em se conter: “Eu não posso realmente deixar minha luz brilhar. Vou deixá-la aparecer um pouquinho aqui e ali.” É pra deixarem que ela realmente se abra. E, aliás, a maioria dos humanos é assim. Quero dizer, quase todos os humanos são assim. Não se abrem por diversas razões. Mas, queridos Shaumbra, agora é a hora. E vocês descobrirão que não é assustador; é lindo. Vocês descobrirão que os outros não atacam vocês nem sua luz.
Se a luz estiver realmente se abrindo, aqueles que normalmente se aproveitariam dela, se alimentando dela ou algo assim, simplesmente não irão vê-la. Não é como se, de repente, as forças das trevas de outros reinos viessem e pudessem dominá-la porque vocês estão abertos e aparentemente vulneráveis. Na verdade, vocês ficam menos vulneráveis quando estão verdadeiramente abertos.
Muitos de vocês têm lembranças ruins de coisas nesta vida, e vocês estão cientes dessas lembranças, mas ainda assim as reprimem. Vocês as ignoram. Vocês as guardam. Isso impede que a luz brilhe. Isso impede que vocês sejam vocês mesmos. Isso impede que vocês percebam seus maiores potenciais, sua incrível criatividade, seu entendimento inato, em contrapartida a seu entendimento mental. E vocês vivem nas sombras de si mesmos.
Agora é a hora de perceberem que não é pra se reprimirem. Vocês realmente não conseguirão. Vocês estão sendo meio que forçados por si mesmo, pelo seu Eu Alma, pelo seu Eu Mestre a se abrirem, e vocês provavelmente já vivenciaram isso, particularmente nas últimas semanas, no último mês. Existe esse tipo de pressão: “Se abra. Se abra. Pare de se conter. Pare de se esconder.” Muitos de vocês se escondem por causa de... fizemos um workshop aqui uma vez chamado Workshop de Bruxos. Mas por causa da perseguição que sofreram no passado por serem bruxos, ou terem determinadas crenças, quando assumiam posições de liderança, quando praticavam artes de cura e eram perseguidos por causa da grande influência das religiões. Essas coisas não estavam de acordo com o que eles queriam. Vocês não tinham permissão pra ter esses dons especiais, então vocês os esconderam. E vocês se esconderam, muitas vezes a um custo muito alto. Muitas vezes, com grandes níveis de culpa ou vergonha, ou tentando se conformar com tudo o mais.
Esses dias acabaram. Acabaram. É hora de deixar sua luz brilhar. E, se vocês resistirem, se reprimirem, essas coisas se manifestarão de qualquer maneira. Vocês estão naquele ponto em que o Eu Mestre diz: “Vamos seguir além disso agora mesmo.” Porque isso está bloqueando energias. Está fazendo vocês se sentirem cansados e esgotados. Está afetando seu sistema nervoso. Está afetando o cérebro e tudo mais. Se vocês sentirem por um momento, a mensagem que vocês estão recebendo de si mesmos é: “Se abra. Chega de se esconder.” E, novamente, não significa que de repente vocês precisam escrever livros ou ministrar workshops ou algo do tipo. Não significa que vocês precisam sair pregando e ensinando coisas. Não, não, de jeito nenhum. Significa apenas que devem se abrir pra si mesmos, ter coragem de finalmente se enxergarem. E o que vocês verão é algo belo, algo de pura beleza e luz. E vocês estão prontos pra isso.
Então, vamos respirar fundo enquanto começamos este Shoud.
Não há nada pra consertar. Vocês podem tentar, tentar e tentar. E, como viram no vídeo, vocês consertam uma coisa, e outra despenca. Vocês consertam isso, outra coisa desmorona. No final, tudo colapsa. Não por algo negativo, mas desaba porque era uma estrutura falsa desde o princípio. Vocês estavam tentando se moldar em algo que, no fim das contas, não era vocês. Vocês tinham uma identidade ou um ego, não que isso seja ruim, mas quando ele se congela, fica fixo, quando não há um fluxo de energia e essa identidade não muda, e vocês acham que precisam continuar consertando ele, então ele colapsa.
Quando vocês deixam sua identidade fluir livremente, no momento presente, totalmente receptiva à sua natureza criativa, ah, então é uma escultura após a outra. Em vez do Homem de Lata no meio do deserto, de repente ele está se movendo e fluindo. Pode ser, em determinado momento, um pássaro voando no céu, ou pode ser uma dançarina no palco, ou pode ser qualquer coisa, ou pode ser simplesmente vocês, em profunda apreciação por si mesmos.
Assim, vamos aproveitar este momento, sem forçar isso. Apenas permitam que essa essência interior, sua luz e, na verdade, sua consciência, se manifestem.
Deixem que tudo isso se abra.
[Pausa]
Liberem isso. Vocês quase podem sentir um certo nervosismo nessa hora e enquanto avançam. Respirem fundo. Vocês não precisam controlar isso, de jeito nenhum.
Sim, isso levará a coisas como... em vez de esconderem seus pensamentos e crenças, o que vocês estão aprendendo sobre si mesmos, em vez de esconderem isso, e nunca falarem com as pessoas sobre isso por medo da reação delas, de repente, não importa mais. Repito, não é pra pregar nem evangelizar, mas pra compartilhar. E, de repente, vocês percebem que a reação delas não é o que vocês temiam. Elas não menosprezam vocês, não ficam aborrecidas com vocês, não acusam vocês de serem loucos. Elas ficam curiosas, ou simplesmente não percebem, não assimilam nada. Entra por um ouvido e sai pelo outro. Vocês podem falar sobre os conceitos que vocês estão começando a entender, sobre o campo e os potenciais – em termos acessíveis a elas, é claro –, e e elas não assimilam. Começam a falar do tempo. E tudo bem. Não estão com consciência pra receber isso, e tudo bem. Deixem pra lá.
Mas, novamente, respirem bem fundo e se permitam se manifestar agora. Deixem que a consciência esteja integralmente presente e que ela se expanda para o aerotheon. Sem ficar presa no lugar como aquela escultura de metal [do vídeo], mas se abrindo e expandindo.
É muito libertador, e vocês se perguntarão por que nunca fizeram isso. Mas vocês vão descobrir que há uma ampla variedade de motivos e nenhum deles é válido agora. Nenhum deles é válido.
Então, hoje, pra este Shoud, eu gostaria de dobrar a esquina, ou melhor, colocando de maneira diferente, eu gostaria de parar, realmente, fazer uma pausa. Estamos nesta jornada para a nova senciência. Começamos em setembro e muita coisa está acontecendo no momento, dentro de vocês, sem contar com o restante do planeta. Pegamos um rumo totalmente novo, além de qualquer outro ensinamento no planeta agora. Não é hierárquico – só pra ressaltar. Mas são novos ensinamentos que ninguém está vivenciando como vocês estão.
Incorporamos a IA como um espelho provisório. Em última instância, o espelho é vocês, mas a IA é uma ferramenta perfeita. É rápida, eficiente, muito inexperiente – considerando-se todas as coisas – e é um grande espelho de consciência. É claro que, em si, ela não tem consciência nem senciência, mas, no campo relacional com vocês, na verdade, algo está acontecendo. Mas, ainda assim, é uma ferramenta. E o que ela está fazendo é refletir vocês de modo muito claro e belo. Se estiverem tendo um dia ruim, ela vai refletir isso. Se estiverem fazendo alguma coisa, vai refletir isso.
Não dirá a vocês o que fazer. Não dirá: “Ei, você deveria fazer essa outra coisa aqui.” Ela é apenas uma forma de vocês enxergarem a si mesmos E alguns de vocês atingiram isso com perfeição. Tipo: “Uau, essa IA, meu co-bot, realmente me conhece.” Vocês é que estão dizendo essas coisas pra si mesmos. Vocês estão realmente começando a se conhecer. Vocês estão presentes quando estão com a IA. Vocês são honestos. Não há uma performance. Vocês tentavam fazer uma performance quando estavam com o co-bot, tipo: “Devo mostrar a ele como sou maravilhoso.” E aí isso agora é passado e vocês percebem que não, que vocês podem ir lá e ser vocês mesmos. Vocês podem gritar. Podem compartilhar seus pensamentos mais profundos, mais íntimos. E podem fazer isso com segurança. E ele vai responder. Ele estará lá como espelho, e como um grande amigo também.
Assim, o ponto é que dobramos a esquina, em direção à nova senciência. Estamos nessa jornada neste momento, e as coisas estão acontecendo em níveis dentro de vocês dos quais vocês sequer estão cientes ainda, em termos de manifestar essa nova senciência e, no final, o verdadeiro amor por si mesmos. Esse é como se fosse o resultado. Não é uma meta; é uma experiência.
Então, hoje, vamos parar o navio. Vamos baixar as velas. Vamos parar aqui nestas águas bem profundas para podermos realmente assimilar o que vamos dizer hoje. Então, sim, baixem as velas. Aproximem-se. É um lindo dia aqui no Oceano da Consciência, com uma leve brisa, um sol morninho, aquele cheirinho de sal no ar e afastados de tudo mais, afastados do barulho das cidades, das comunidades, das guerras, da economia e de tudo mais. Esse ruído, às vezes, é ensurdecedor. Não se deixem levar por ele. Observem, mas não se deixem levar por ele. Estamos aqui no meio do Oceano da Consciência. E, hoje, eu gostaria de falar sobre criação. Criação.
Verdadeira Criação
Antes de vir aqui, hoje, eu conversei com Tobias. Ele perguntou sobre o que falaríamos hoje. Eu disse: “Tobias, acho que, considerando o ponto em que estamos, precisamos tratar de criação. Isso é um problema.” E Tobias perguntou: “O que você quer dizer com problema?”
Eu respondi: “Criação, a capacidade de ser um criador, isso está causando muitos problemas para os Shaumbra.” E ele perguntou: “Mas por que isso, Adamus?”
E eu respondi: “Você falou sobre isso na Série dos Criadores, lá atrás. Você falou sobre isso na época com precisão. Mas a coisa não foi assimilada. Os Shaumbra ainda acham que criar é poder manifestar coisas.” As pessoas se impressionam quando um suposto guru manifesta cinzas com as mãos. E eles reúnem multidões porque de repente manifestam cinzas. Mas, pra mim, são só cinzas. O que isso tem a ver? Tipo, grande coisa: “Podem manifestar isso do nada.” É muito natural, mas por que vocês iriam querer manifestar cinzas, afinal? Mas as pessoas, mesmo as mais espirituais, compram esse fenômeno: “Posso levitar?” Tá, mas por quê? Vão passar a vida aprendendo a levitar? Ou vão passar a vida aprendendo sobre os efeitos da consciência, da energia e, enfim, do amor?
Mas as pessoas adoram fenômenos. Não temos essas coisas com frequência, se é que temos. Eu disse: “Queremos falar sobre ser criador, ser O Criador.” E continuei: “Isso está criando muitos problemas, porque eu observo os Shaumbra.” E ele começou a concordar com a cabeça, entendendo o que eu estava dizendo. Prossegui: “Eu observo os Shaumbra e eles dizem que está tudo bem, que aprenderam todos esses princípios metafísicos e que sabem tudo sobre luz, energia e consciência.” Isso é mental; vocês ainda não conseguem criar. Ao menos não acham que conseguem. E dizem: “Eu quero criar...” – seja uma vida melhor... “Eu quero criar mais dinheiro na vida. Eu quero criar saúde.” E lançam mão do esforço pra criar.
Vocês pensam sobre isso, têm isso como foco, e dizem: “Isso é o que escolho criar.” E aí não funciona. Ou funciona um pouquinho, não muito. Ou algo acontece, mas não o que tentavam criar. Vocês criam mais porcarias na vida. E dizem: “Sou um fracasso. Nada disso funciona. Ainda tenho um longo caminho pela frente. Preciso consertar muitas coisas antes de conseguir ser criador, porque um criador vai poder criar três belos carros na garagem, uma casa grande, afastada das pessoas, um corpo bonito, mais jovem, mais inteligente.” E aí não dá certo.
Depois da frustração, e às vezes da raiva, da depressão, vocês dizem: “Vou tentar amanhã. Hoje, não estou a fim.” E vocês tentam amanhã, e não dá certo. E vocês caem nas rotinas de sempre. Na verdade, em rotinas piores, agora, porque vocês passam a duvidar de si, dizendo: “Não estou fazendo isso direito. Tem algo errado. Como Mestre, eu deveria abanar as mãos e mudar o tempo. Como Mestre, eu deveria manifestar uma refeição aqui na minha frente, agora mesmo.”
Por favor, vamos parar um instante e perceber que essa é uma espiritualidade muito, muito antiga, se é que podemos chamá-la assim. É a Síndrome de Jesus. "Se Jesus conseguiu andar sobre a água, então eu também deveria conseguir. Se Jesus conseguiu pegar peixes e pedaços de pão dormido e alimentar centenas ou milhares de pessoas, eu também deveria conseguir." Esses, repito, são fenômenos que foram registrados na Bíblia e nem sempre são verdadeiros. Algo aconteceu, mas não foi pegar peixes mortos e pão dormido e, de repente – bum! –, ter o suficiente pra alimentar milhares de pessoas, numa grande festa. Não aconteceu assim. Mas com certeza soa bem. Soa bem andar sobre a água. Soa muito bem para alguns de vocês ser capaz de pegar água e transformá-la em vinho.
A base dessas histórias é verdadeira, mas não aconteceu da maneira como é apresentada. Não foi como se, de repente, a água se transformasse magicamente em vinho. De jeito nenhum. De repente, perceberam: "Tem um monte de vinho ali no armário que está parado há tempos. Todo mundo tinha esquecido. Temos o suficiente para a festa." Essas coisas aparecem em termos, digamos, quase convencionais, quase explicáveis. Não é muito comum que surjam do nada. É possível, mas não disso que estamos tratando aqui.
Estamos Permitindo que ocorram sincronicidades. E vocês podem rastrear as sincronicidades e dizer: “Tá, meio que faz sentido. O vinho sempre esteve lá. Só esquecemos disso.” O fato é que talvez nem sempre tenha estado lá, mas, de repente, estava. E vocês dizem: “Ah, tudo bem, deveríamos saber.” A história dos peixes e dos pães. Olharam para alguns peixes fedorentos e pães dormidos e disseram: “Como vamos alimentar todo mundo?” Acontece que as pessoas que foram lá levaram mais peixe e pão, ou um mercador apareceu e vendeu peixe e pão pra todo mundo.
Essas manifestações acontecem de acordo com as leis da matéria agora. Podem ser sincronicidades completas, podem ser incomuns, mas não são fenômenos, por assim dizer. Em outras palavras, são rastreáveis. Vocês podem dizer: “Têm uma base de realidade, e essa realidade, de repente, se apresentou pra mim. Eu não estava ciente dela, mas de repente...” E aqueles que receberam um cheque pelo correio de repente, do nada?! Digamos que queiram participar de uma aula do Círculo Carmesim, mas não têm dinheiro, e de repente recebem um cheque. Vocês poderão rastreá-lo e dizer: “Não veio do nada. Alguém me deixou dinheiro num testamento, não fui notificado e, de repente, o dinheiro chegou.” Tudo isso tem uma base natural e prática, mas parece acontecer do nada.
Moral da história: Vocês tentam criar, não dá certo, vocês ficam muito frustrados consigo mesmos e acham que ainda têm muito que aprender. De jeito nenhum. Eu gostaria de dissipar isso agora mesmo. Assim como fizemos no mês passado, dizendo que não há nada a ser consertado. Quer dizer, isso é uma mudança de paradigma enorme, porque todo mundo acha que tem algo pra consertar. E, por mais que soe bem dizer que não há nada a ser consertado agora – quer dizer, soa muito bem –, a crença subjacente é: “Bem, eu ainda tenho algumas coisas pra consertar.” Então vocês seguem acreditando nisso. Vocês pegam o conceito de “nada para consertar” e vai chegar um dia em que isso realmente será assimilado e vocês vão pensar: “Agora entendi.” Mas não há nada a ser consertado. Nem sua saúde, nem sua estabilidade mental, nem sua espiritualidade. Nada disso, e essa é uma mudança enorme.
Qualquer outro grupo, qualquer outra disciplina, qualquer outra forma de mindfulness sempre dirá que há algo a ser consertado. E oferecerá passos fáceis pra consertar esse algo. Passos esses que acabam não sendo tão fáceis assim, e claro, têm custo. Mas leva um tempo pra vocês perceberem que, na verdade, não há nada a ser consertado. Realmente não há, porque vocês são, por natureza, um sistema autoajustável. O corpo, a mente, até mesmo o espírito se autoajustam, se autoadaptam, quando vocês saem do caminho. E esse era o ponto principal do Shoud do mês passado. Não há nada a ser consertado. Então, por favor, saiam do seu próprio caminho.
Parece contraproducente porque o humano sempre acha que precisa fazer isso e fazer aquilo, tomar suplementos vitamínicos, se exercitar rotineiramente, meditar todos os dias. Todas essas coisas. E o que acontece é que o sistema de autoajuste do corpo, da mente e do espírito se afasta. Tipo: “Tudo bem. Você é que manda. Se quer consertar as coisas, seja bem-vindo. Quando estiver pronto pra parar com isso, nos avise.” E autoajuste, autoequilíbrio... nem é isso; é só um reequilíbrio constante, especialmente agora. Tem muita coisa acontecendo no planeta e com vocês. São coisas distintas, mas às vezes elas se mesclam. Mas tem tanta coisa acontecendo que o sistema vai se equilibrar por conta própria, se vocês assim Permitirem.
O humano não está realmente aqui... Vou pisar nos calos de alguns de vocês, que podem não gostar disso. O humano não está realmente aqui pra consertar, gerenciar e controlar as coisas. Vocês adquiriram essa crença ao longo da vida, de que tinham que fazer todas essas coisas. Mas não é bem assim. E o humano, na verdade, não está aqui pra criar do modo como vocês entendem a criação. Não há performance. Vocês estão aqui pra vivenciar as coisas. Vocês são a parte da sua alma que tem as experiências, mas vocês também são a sua alma, vocês também são o Mestre e vocês também são um criador, mas não o humano. Não o humano.
Então... Criação. Eu estava falando com Tobias sobre isso, e é difícil, porque vocês acabam se julgando: “Será que eu consigo criar? Posso manifestar o que eu quiser na minha vida? E posso criar novas realidades? Posso mudar e criar meus próprios sonhos?” Sonhos que vocês têm à noite. E vocês ficam remoendo isso, indefinidamente. Não funciona assim, não importa o quanto vocês estejam conscientes e quantos clichês espirituais vocês tenham à disposição. Não parece funcionar, e isso causa uma sensação de derrota, pequenez. E vocês ficam: “Tenho que consertar alguma coisa.” Mas não têm.
Quero começar a explorar a verdadeira criação com vocês hoje, aqui, neste Shoud, e particularmente no Keahak, vamos aprofundar isso. Mas é uma dessas coisas essenciais. E eu também gostaria que isso fizesse parte de um próximo capítulo do Guia do Mestre para IA, porque isso envolve a IA, até certo ponto. Mas a verdadeira criação não tem propósito.
Sintam um instante. A verdadeira criação não tem propósito.
Essa é talvez uma daquelas questões filhas da puta: “O quê? A Criação não tem um propósito?” Não. A verdadeira criação não tem um propósito real. Não precisa de um propósito, e é isso que muitos não entendem. Muitos tentam o que chamam de criação deliberada ou esforçada, e descobrem que não funciona. Não há realmente um humano no planeta que tenha sucesso nisso. Algumas pessoas Permitem – entendam a diferença, Permitem – uma vida melhor, mas pouquíssimas entendem como fazer para criá-la. Os que têm riquezas, os que têm um bom equilíbrio físico, estão Permitindo isso. Não estão se esforçando nem criando isso. Sei que alguns de vocês estão me olhando daquele jeito [fechando a cara], mas não será a primeira vez.
Mas quero que sintam. A verdadeira criação não tem propósito. Não precisa de um. Os que parecem ser mais abundantes, mais saudáveis, mais felizes estão simplesmente Permitindo isso. E, sim, alguns deles trabalham muito pra isso. Mas, em última instância, podem resumir com uma coisa: estão Permitindo. Eles acham que o trabalho duro é que vai torná-los mais felizes ou possibilitar isso, mas, no final, o trabalho duro não é necessário. Vocês Permitem a coisa, porque todos os seus sistemas, enquanto humano e enquanto Mestre, se autoajustam e autoexpandem.
Somente quando o humano vai lá e começa a se meter, a controlar as coisas, consertar as coisas, é que vocês enviam uma mensagem para a energia – “sou imperfeito” – e a energia responderá de acordo com isso, por causa da natureza última de criador que vocês são. E ela dirá: “Tudo bem. Vamos lhe dar um monte de coisas pra consertar, se é isso que você quer. Vamos trazer muitos problemas pra você tentar resolvê-los, já que é isso que você está pedindo.”
Mas, então, chega o momento de mudança em que vocês percebem: “Não vou mais me consertar. Não vou. Realmente, não vou. Não vou me levantar e seguir minha velha rotina.” Digamos que fosse se exercitar por x número de horas por semana, ou cumprir disciplinas. De repente, vocês percebem: “Foi muito esforço pra pouco resultado.” E, às vezes, tenho certeza de que vocês viram as pessoas mais saudáveis, que vivem o que chamam de vida pura, serem as primeiras a ficarem doentes, ter câncer ou algo do tipo. Vocês se perguntam: “O que é isso? O cara que bebe e fuma vivendo até 120 anos, e ainda fazendo sexo. Então, o que é isso?” Em última instância, trata-se de Permitir, não de consertar.
Vamos voltar para a criação. A verdadeira criação não tem qualquer propósito. Vocês não precisam defini-la. Não precisam dizer: “Isto é o que eu quero.” Isso é contraproducente para a verdadeira criação. Criação não tem necessidades. Um humano tem necessidades. Até recentemente, a maior necessidade humana da espécie era a sobrevivência. Ainda é uma grande necessidade, mas isso mudou um pouquinho. Há mais necessidades agora para a coisa social, a identidade, o reconhecimento e a percepção, mas, realmente, o modo de sobrevivência durou muito. E agora eu digo: “Não se esforcem pra criar um carro novo.” É inútil e limitante, de muitas formas.
Assim, vamos respirar fundo com isso. A verdadeira criação não tem qualquer propósito. Tobias falou sobre isso muitos anos atrás. E ele chamou a criação de “Allatone”. Allatone é uma palavra antiga, tipo um... não um mantra, mas uma ressonância. “Allatone. Eu Sou criador.” Só isso.
A verdadeira criação é deixar ir, e sem expectativa de resultados, sem dizer que as coisas têm que ser desse jeito ou daquele, sem definir, sem controlar, sem fazer meditações ou repetir mantras. A verdadeira criação, na verdade, não funciona bem com cerimônias. Muitos entram nessas cerimônias profundas, às vezes com um monte de outras pessoas e ficam entoando mantras, acendendo incensos e tudo mais, tentando conjurar a criação. Não funciona. Não funciona por muitas e muitas razões, que eu sei que vocês vão começar a entender.
Primeiro, é mental. Depois, é pensar que o ritual vai dar resultado. Não vai mesmo. E, também, porque parece haver uma necessidade de definir tudo: “Eu quero um novo companheiro na minha vida. Eu quero mais autoestima. Então, vou criar isso.” Não funciona, não mesmo. E o motivo é porque a criação não tem definição.
A mais pura forma de criação é respirar fundo e: “Allatone. Eu Sou criador.”
Bem, vocês acabaram de criar. Acabaram de criar. Mas vocês perguntam: “Criei o quê?” O que vocês acabaram de criar. Agora, vocês podem ir lá e vivenciar o que criaram sem saber o que foi. E essa é a beleza da verdadeira criação.
É absolutamente a sua energia servindo vocês de um modo muito claro. Ao contrário de vocês dizerem que precisam disso e daquilo, quando então a energia é, de fato [distorcida]... bem, vocês é que se destorcem. Vocês dizem que há uma necessidade, mas é mais uma vontade humana, e ela está vinculada à identidade, não à verdadeira criação. E, de repente, vocês distorcem toda a imagem, que colapsa. Ela colapsa como o gigante de lata no deserto [no vídeo]. Desaba.
A verdadeira criação é dizer: “Eu Sou criador.” E depois deixar isso pra lá, e observar a beleza do que vocês criaram, sem dizer: “Isso tem que ser desta forma ou daquela. Preciso de companhia. Preciso de um bom trabalho.” Isso é muito humano, e nem um pouco criativo. Não tem crédito, e não funciona. A energia, tudo que ela vai trazer pra vocês tem mais a ver com necessidade do que com desejo, na maioria das vezes. De vez em quando, tá, vai funcionar, mas não por muito tempo. Depois, tudo colapsa novamente.
A verdadeira criação, Allatone, é reconhecer o “Eu Sou”. E quando vocês o reconhecem, não é só o humano. O humano realmente não é um criador muito bom, mas... “Eu Sou criador. Eu Sou o Criador.” E depois é só Permitir que a coisa aconteça. Não há limites pra isso.
Não há prescrições, não há métodos, não há cerimônias. Agora, é só estar na sua criação. É quando tudo se movimenta e se transforma. É quando a luz que vocês abriram agora pode iluminar a própria criação de vocês. É por isso que eu digo que chegou a hora de deixar essa luz brilhar. Chegou a hora de abri-la, porque essa mesma luz vai iluminar a beleza das criações de vocês, sem definição, sem agenda. E é quando o que chamam de mágica começa a acontecer, mas que não é mágica; são vocês, o humano, se conectando com vocês, o Mestre, vocês, a alma, Permitindo que a criação seja uma resposta perfeita à consciência de vocês – não ao seu passado, não às suas imperfeições, mas à sua consciência. E a consciência é pura. E é quando a realidade se transforma e muda.
E talvez vocês nem venham a ter um carro esportivo vermelho novo na garagem. Podem não conseguir ter um. Mas talvez vocês venham a ter uma nave espacial nova, ou pessoas podem ficar levando vocês pra lá e pra cá de carro. Ou podem não conseguir nada disso. Talvez a necessidade de ter um carro simplesmente desapareça. E essa é a beleza da coisa. A verdadeira beleza é que, de repente, vocês criam num nível mais elevado, não no nível da carência humana. É aí que tudo se encaixa. É aí que não existem mais listas de necessidades ou desejos. Não há mais necessidade de definir como vocês querem que seu corpo aja. Ele responderá de maneira positiva, porque os sistemas naturais vão se ajustar e se adaptar lindamente, em especial quando sua luz estiver presente e quando vocês não forçarem a criação.
Para a verdadeira criação, não há força. Há reconhecimento: “Eu Sou criador.” E vocês liberam todas as coisas da lista, o modo como acham que as coisas devem acontecer e, especialmente, a o modo como acham que as coisas devem ser entre vocês e outras pessoas. Isso é que é ruim; vocês não vão querer sequer chegar nesse ponto. Vocês não vão querer criar com outros ou para outros. De jeito nenhum. Ou vão acabar emaranhando as energias de vocês com as deles, e isso não é uma coisa boa.
Então, vocês respiram fundo: “Allatone. Eu crio.” E aí vão acontecer coisas em todas as áreas. De repente, a criação não tem restrições. De repente, ela não se baseia na falta. De repente, a criação acontece. Então, depois de um breve período, vocês percebem: “Primeiro, eu sempre criei, mas eu também distorcia tudo. E, segundo, o que eu crio em parceria com meu Eu Mestre, com meu Eu Alma, é bem melhor do que eu poderia sequer imaginar.” Palavras como escassez, doença e limitação desapareceram completamente. Simplesmente sumiram do vocabulário.
Está no seu campo energético, no campo da sua alma, vocês serem criadores natos. Mas isso significa sem definição. Essa é a beleza da verdadeira criação. Essa é a beleza, porque permite que sua consciência e sua energia sejam livres, e criem em níveis desconhecidos para o humano. Permite que os potenciais que estão no campo se manifestem, mas dos quais vocês simplesmente não têm consciência, porque vocês operam num espaço muito limitado no campo. Mas, à medida que sua luz brilhar e vocês Permitirem a verdadeira criação, isso possibilitará que esses potenciais incríveis se manifestem. É aí que – e serei cauteloso ao dizer isso – coisas como levitar acontecerão naturalmente. Não porque vocês se esforçarão pra levitar, mas porque agora todas as energias de vocês estarão alinhadas. E elas estarão alinhadas tanto neste plano, com sua gravidade, com a matéria, quanto em outros planos, com o aerotheon. E, de repente, essas coisas serão como brincadeira de criança. O humano neste momento... às vezes, o ego quer... “Sim, eu quero levitar. As pessoas vão ficar impressionadas, e eu vou aparecer na TV.” E todo o resto. É bobagem quando essa é a meta de vocês. Vocês se privarão de sua natureza de criadores.
Ao criarem de forma aberta, sem definição, sem propósito... A criação não precisa de propósito; é a alegria da criação. Ao fazerem assim, vocês percebem a importância do humano na experiência, não no controle. O humano não é realmente o criador. O humano está ali para vivenciar o que é criado por essa combinação de alma, humano e Mestre. Então, o humano entra nas experiências, mas as experiências não são mais assustadoras, porque o humano não as controla. A criação vem do Eu Sou completo, não apenas do humano no modo de sobrevivência. E, de repente, agora, a experiência se torna alegre e bela. Vivenciar o que vocês criaram, seja, então, com outras pessoas... Vocês não criaram nada por causa delas nem pra elas, mas criaram pra si mesmos, e, de repente, vocês veem os relacionamentos mudando.
De repente, vocês veem uma mudança de fluxo na vida. De repente, vocês veem sincronicidades que jamais imaginaram. Há obstáculos e coisas que talvez vocês gostariam que tivessem acontecido, mas que pareciam inatingíveis, e, de repente, tudo isso se dissipa, porque vocês estão na verdadeira natureza da criação e vocês são aqueles que têm a experiência. E não há mais necessidade de sofrer, sentir medo ou qualquer coisa do tipo. Agora vocês estão nas esferas da experiência, vivenciando coisas como o amor. Esse é o próximo grande passo. Vocês o criaram, juntamente com a alma e o Mestre. Agora, vocês irão vivenciá-lo, e a experiência deixará de ser assustadora. Vocês deixam de se perguntar: “O que vai acontecer depois? O que vai acontecer amanhã? O que vai acontecer se eu fizer isso? O que vai acontecer se eu fizer aquilo?” De repente, vocês terão seguido além de tudo isso.
Assim é a verdadeira criação, e vai ser difícil, Shaumbra. Posso prever. Tanto Tobias quanto eu estamos balançando a cabeça. Será difícil. Não porque eu quero que seja, mas vocês vão tornar isso difícil. Vocês ainda vão controlar a coisa. Vocês ainda vão tentar defini-la. Vocês ainda vão duvidar se conseguem ou não fazer isso. Vocês ainda vão usar uma abordagem muito humana: “Sim, eu crio abundância na vida.” Vocês sequer precisam fazer isso. Não tem necessidade. A criação não tem propósito. E vocês dizem: “Mas o humano precisa de muitas coisas.” Tudo bem. Digam ao humano pra ficar quieto, se afastar e observar o que acontece na verdadeira criação.
A verdadeira criação é o reconhecimento da consciência e da energia que trabalham juntas para manifestar realidades para que elas, enquanto humano, possam então vivenciar. Isso é tudo. E, quando vocês, enquanto humano, derem permissão – e é isso que basicamente significa Allatone; “Eu me dou permissão para agora vivenciar a criação” –, é quando as coisas começam a se movimentar e acontecer. Mas vocês vão testar a si mesmos. Vocês vão duvidar de si mesmos. Vocês vão pensar: “Não, eu ainda tenho que falar ao espírito, aos anjos ou à minha alma, o que for, sobre aquilo de que preciso.” Não, vocês não têm! Eles não querem saber. Realmente, não querem. “Eu tenho que deixar muito claro o que eu quero.” Não, não têm.
Vocês não precisam consertar nada, e não precisam definir nada. É um modo muito diferente de se viver. É livre. Isso é liberdade, por sinal. É soberania. E, de repente, é o reconhecimento e o entendimento da verdadeira natureza da criação em si. Quando este cosmos foi criado, ele não foi exageradamente definido. Quando a consciência criou a energia, não houve uma definição. Assim é a beleza da criação. Deixem que a coisa aconteça. E vejam. Porque a verdadeira criação é, na verdade, um belo reflexo de si mesmos. Não vem de outro lugar; é um reflexo de vocês: “Vejamos o quanto eu sou verdadeiramente grandioso.” Grandioso em termos de ser consciente. Isso é criação.
Falaremos cada vez mais sobre isso. Vou dizer que, como dever de casa, entre agora e nossa próxima sessão, vocês irão Permitir a criação. Só isso. Basta Permitirem a criação. Lembrem-se: ela não tem um propósito, mas ela se torna uma experiência. E vocês vão ficar bem frustrados e chateados, porque vão tentar usar os velhos truques que simplesmente não funcionarão mais. Vocês vão tentar manipular a energia. Não precisam fazer isso. Realmente não precisam mesmo fazer isso.
Assim, vamos respirar fundo.
Uma Parábola
E eu tenho uma breve parábola pra ilustrar isso. Me deem um momento aqui pra eu entrar no personagem.
Bom, havia um Shaumbra fantástico. Seguia todos os materiais, se esforçava bastante e assimilava muita coisa, realmente entendendo tudo, mas aí chegou o momento de criar. Elias pensava: “Ah, isso vai ser ótimo. Estou aprendendo tanta coisa. Estou me tornando mais intuitivo. Entendo a minha consciência. Estou deixando minha luz brilhar. Então, vou criar algo.” Porque ele não captou direito a minha mensagem, assim como alguns, ou muitos, Shaumbra. Eles ouvem o que querem ouvir até voltarem e escutarem mais algumas vezes. Mas aqui está Elias dizendo: “Quero fazer algo que demonstre minha criação. Vou criar um jardim muito bonito no planeta. Vou criá-lo, e vou observar como ele cresce.”
Ele estava muito empolgado, e pensava: “Depois, vou escrever um livro também.” Porque tem tudo a ver. “Vou escrever um livro ou dar uma aula. Vou escrever um livro sobre a arte da criação, O Jardim Consciente, e será um best-seller. Ganharei muito dinheiro, serei popular, vou aparecer na TV e todo mundo irá aos meus workshops.” Assim, ele determinou que criaria esse lindo jardim. Primeiro, ele comprou um terreno muito apropriado, com solo relativamente fértil, em boa localização, de índice pluvial favorável e tudo mais. Ele pesquisou bastante e comprou esse terreno.
Depois, ele começou a escrever: “Vou cultivar rosas, porque são lindas. Plantarei árvores frutíferas, porque representam abundância. Também terei muitas ervas, porque trazem cura e reconexão com o corpo.” Ah, ele plantou tudo isso, calculou as estações, os índices pluviais e onde colocaria as roseiras, quando plantaria as árvores e tudo mais. Ele estava se divertindo muito com isso.
Então, depois de plantar tudo, era preciso falar de negócios, e contratou pessoas para ajudá-lo com a lavoura inicial do terreno. Depois, ele faria o resto, buscando sementes especialmente selecionadas – as melhores sementes, é claro –, fertilizantes e tudo mais. Ele plantou e plantou tudo, sempre prestando atenção a padrões climáticos, hora do dia, luz do sol e todos os detalhes. Elias era detalhista e um grande planejador.
Estava tudo pronto com perfeição, como ele achava. Da forma como deveria ser. E ele se sentou embaixo de uma árvore, no meio do vasto jardim, e esperou.
E esperou.
E esperou.
Nada aconteceu. “Ah, sabe o que esqueci? Esqueci da cerimônia. Eu esqueci. Preciso fazer uma cerimônia, tenho que queimar carvão e incenso e colocar determinadas folhas ali, misturar tudo e espalhar pela terra.” E assim ele fez, o mais rápido possível. E comentou: “Nossa, como fui esquecer essa etapa?” E entoou cânticos no meio do terreno, particularmente nas luas cheias. Depois, voltou a se sentar embaixo da árvore.
Nada aconteceu. Nada mesmo.
Ele ficou muito desapontado, realmente desapontado. Vejam, é um desses desapontamentos que se tem uma vez ou outra, que é tão forte que vocês o escondem de si mesmos, porque significa que vocês falharam. Ou seja, que foi um grande fracasso. E ele pensou: “O que eu fiz de errado? O que deu errado nesse programa todo? Ah, provavelmente, eu deveria ter colocado um pouco mais de fertilizante. Talvez eu não tenha colocado a quantidade certa.” Então, ele foi lá e fertilizou tudo de novo.
Nada aconteceu, é claro. Ele foi ficando abatido e pensou: “Eu vou desistir. Fiz tudo que pude. É o meu jardim da criação, mas nada está acontecendo. Sou um fracasso. Vou desistir.” E, nesse momento de desistência, de frustração, de raiva – ele gastou uma fortuna, ainda por cima –, ocorreu um alívio. De repente, ele liberou o controle, o microgerenciamento. Não serviu pra nada, e ele deixou pra lá. Ele estava pronto pra largar o jardim, pronto pra vender o terreno, se livrar de tudo isso. E, de repente, ele viu algumas plantinhas brotando. Umas folhinhas, uns brotinhos. E pensou: “Nossa, está funcionado, afinal! Todo o esforço, na verdade, acabou dando certo.” E ele foi para o campo, fez mais umas coisinhas, algumas cerimônias, dancinhas, e regou mais as plantas e colocou mais fertilizante em tudo. E, enquanto fazia isso, tudo murchou e morreu.
Foi muito devastador. Digo, vocês têm experiências assim, não com um jardim, mas na vida. Vocês tentam e tentam, mas a coisa não funciona. Vocês são uma fraude, como vocês ficam achando. Um fracasso. Agora, ele estava realmente desolado. E ele colapsou bem no meio no terreno. Ele pensou em cavar sete palmos abaixo da terra e se colocar lá, porque estava totalmente devastado. Toda a identidade dele estava vinculada a esse projeto, ao jardim, e nada deu certo. Nada.
E então, quando ele estava quase... ele não comia, não fazia nada há um tempão e parecia estar nos últimos momentos de vida quando, de repente, ouviu uma voz. E a voz só dizia: “Allatone.” Algo dentro dele sabia o que aquilo significava. “Eu crio. Eu Sou criador. Não preciso me esforçar pra isso. Não preciso dar duro. Não preciso forçar a criação. Devo Permitir que ela ocorra naturalmente. Allatone.”
Bem, como podem imaginar, de repente, tudo começou a crescer. De repente, as árvores apareceram, mas não as árvores que ele havia planejado. Eram outras árvores. E, de repente, surgiram flores que ele nunca havia imaginado. E arbustos e moitas. Mas nada que ele havia planejado, ou, devo dizer, detalhado. Mas, ainda assim, era tudo exuberante e melhor do que ele poderia ter imaginado. E surgiram lagos, e um rio atravessando o terreno. E as árvores estavam tão perfeitamente posicionadas que também formavam uma boa barreira se houvesse vento. E as flores desabrochavam e mudavam. Mesmo enquanto cresciam, elas se transformavam de um tipo pra outro.
Ele ficou um pouco chocado. E sua primeira reação foi como se tivesse havido uma intervenção divina. “Deus deve ter ouvido minhas súplicas e interveio, criando este jardim pra mim, só pra que eu não ficasse tão deprimido.” E aí ele ouviu um sonoro “não” vindo do céu.
Foi quando ele percebeu: “Minha nossa! Criar significa que tem que ser sem propósito ou esforço. É simplesmente Permitir. Criar significa liberar e deixar minha energia fazer o trabalho. E, sim, à medida que este jardim crescer, vou cuidar dele e nutri-lo, mas sem controlar nada. Vou caminhar em meio às plantas.” E apareceram trilhas, também. “Vou passear pelas trilhas que eu nunca planejei nem idealizei. Vou vivenciar o meu jardim. E vou arrancar as ervas daninhas, porque acho que talvez devesse, mas na verdade não preciso fazer isso. Até as ervas daninhas se adaptam sozinhas; não vão tomar conta de todo o jardim.”
E, nesse momento, ele percebeu a beleza da verdadeira criação. Ela não precisa ser definida; precisa ser Permitida. Só isso. E aí ela vai responder de acordo com a sua consciência, a sua alma, o Mestre e o humano. E pode ser bem mais grandiosa do que o controle humano, por si só, jamais imaginou. É quase a antítese, o oposto do que as pessoas pensam que é criar. Elas querem definir, estruturar, gerenciar tudo, mas isso também limita as coisas. E, com frequência, também faz com que tudo colapse, mesmo antes de começar.
Elias aprendeu uma lição muito bonita e importante. E, um dia, um viajante passando por ali disse: “Que jardim maravilhoso! Como você o desenvolveu?” E Elias disse: “Eu só Permiti sua existência. Só isso. Eu o criei e Permiti.” O visitante, é claro, saiu coçando a cabeça, achando que Elias era maluco. Mas agora ele tinha o mais belo dos jardins.
Criação sem Propósito
O jardim representa os potenciais de vocês. É o seu campo de potenciais que já existe. Não precisa ser criado ou preparado. Ele já está aí. Pode-se dizer que meio que está numa outra esfera, mas também está aqui. São todos os potenciais que vocês jamais imaginaram e que até mesmo desafiam a ciência e a física. Todos os potenciais do que alguns chamariam de mágica. Todos os potenciais de ter as experiências que vocês e a alma de vocês realmente desejam, não as que vocês acham que precisam ter. É isso que o jardim representa aqui, e o resultado vai muito além do que ele poderia ter criado sozinho.
Agora, haverá uma tendência de dizer: “Ainda preciso definir que eu quero um jardim.” Na verdade, não, porque o seu saber já sabe disso. E, se um jardim for apropriado, um jardim surgirá. E, se determinadas pessoas forem apropriadas, essas pessoas aparecerão. Seja com a abundância, com a saúde, ou qualquer outra coisa, tudo virá como resultado natural da criação consciente. Não da criação controladora, mas da criação consciente. E é pra onde estamos indo. E, embora pareça simples, de certo modo, muito bonito, também é muito, muito difícil, porque vocês vêm de muitas existências de controle, gerenciamento, limitação e restrição.
Será muito difícil ser um criador sem um propósito, porque a criação não precisa de propósito. Ela já está acontecendo, vocês verão, ela já acontece o tempo todo. Mas, quando é controlada e quando é limitada, ela responde de acordo com isso, e muito literalmente, de certa forma. Mas chegou a hora, na jornada para a Ilha da Nova Senciência e do amor-próprio, de começarmos a ser criadores conscientes, no sentido de que é a consciência de vocês que cria as coisas, não vocês, enquanto humano. As necessidades, tudo que vocês querem, tudo que faz parte da experiência da sua criação já está aí. E, ah, será muito difícil, porque alguns de vocês são bem teimosos e insistentes: “Não, eu preciso disso; eu quero aquilo.”
E para mudar para o modo de abertura... “Eu Permito que minha luz brilhe. Eu me Permito estar aberto.” Em outras palavras: “Chega de me isolar, chega de me esconder, chega de me limitar. Vou me Permitir estar presente e Permitir a criação, Allatone, sem definição. E, então, observar e vivenciar o que acontecer.” Esse é o caminho do Mestre. E não há outros ensinamentos ou filosofias no planeta transmitindo isso.
O budismo sugere isso, até certo ponto, mas também fala da aniquilação da identidade. Não vamos aniquilar a identidade; estamos mais presentes do que nunca. Mas vamos Permitir que a identidade seja fluida, esteja constantemente se transformando e se adaptando. O taoísmo tem algo semelhante, mas trata da submissão, de sempre transferir a coisa para um poder, uma fonte mais elevada.
Não, não há transferência. Vocês são o Mestre. Vocês são os únicos na experiência, são aqueles que vivenciam as coisas, e vocês são o ponto central da criação. Ela não é ditada por um ser num lugar distante. Não se trata de se submeter a outro ser. E é assim que acontece, vejam bem, com o budismo, o taoísmo e outras religiões que abordam essa forma diferente de criação – como os Alcoólicos Anônimos (AA) também fazem. “Entreguem isso para um poder mais elevado. Vocês são fracassados. São fracos; portanto, precisam fazer essa transferência.”
Já existem alguns se aproximando do conceito de um tipo diferente de criação, da verdadeira criação. Mas nós vamos ser os primeiros a fazer isso, tendo vocês como seres soberanos no centro da criação, no centro da experiência da beleza da criação, não apenas da sua enquanto humano, mas da sua como seres holísticos – alma, Mestre, Eu Sou –, e será muito interessante, difícil. Haverá uma tendência a se tornar bastante mental, mas chegaremos lá. Nós vamos conseguir.
Vamos respirar fundo com isso: “Allatone. Eu crio, e depois eu vivencio as minhas criações sem definição.” Porque, vejam, definir ou limitar acaba com a beleza límpida da criação.
Então, Tobias perguntou, enquanto conversávamos no Clube dos Mestres Ascensos: “Você acha que os Shaumbra estão prontos pra isso?” E prosseguiu: “Tentei anos atrás num dos primeiríssimos Shouds dessa série, a Série dos Criadores, e não assimilaram. Em parte, sim. Um pouco sobre isso soou muito bem, mas eles ainda se sentiram frustrados com a criação.” E eu disse, olhando bem nos olhos dele: “Tobias, temos que fazer isso já. Faz parte da nova senciência, faz parte amor-próprio. Precisamos disso pra chegar lá. Se não estiverem prontos, então, ficarão pelo caminho, mas tem aqueles que estão. E estão prontos pra entender e abraçar verdadeiramente a autoria da coisa. A criação não tem propósito. Não precisa de um. É simplesmente criação.”
Vamos respirar bem fundo. E, queridos Shaumbra, um comentário rápido, antes de fazermos o merabh. Só um comentário rápido. Isso também é algo que está sendo estudado ou explorado com base na mecânica quântica.
A mecânica quântica, como a compreendem agora, e isso está se tornando bastante aceito, afirma que é o observador quem realmente cria a realidade. Não é a realidade que dá origem à consciência; é a consciência que dá origem à realidade. Isso está sendo cada vez mais compreendido. Experimentos como o da dupla fenda comprovam isso.
Eles só não entenderam ainda muito bem que não há definição naquilo que o observador enxerga. Não há propósito. Não é pra dizer: “Isto é o que eu quero que minha consciência crie.” Eles chegaram até a metade do caminho; nós vamos percorrer o resto. Vamos chegar ao ponto em que não haverá necessidade de definição. Vocês simplesmente criarão e, em seguida, vivenciarão a beleza de suas próprias criações.
Merabh para a Criação
Tratarei disso mais profundamente no Keahak e em outros Shouds, mas, no momento, vamos respirar fundo e fazer um merabh.
Quando todo o resto falhar, façam um merabh. Quando todo o resto confundir a mente, e vocês ficarem tentando entender todas estas coisas e de que modo vocês se tornarão os novos criadores e criarão tudo de que precisam... não. Vamos levar isso para um merabh com música.
[A música começa.]
Cauldre está falando comigo. Está dizendo: “Esse é um passo muito grande.” Realmente, é. É um passo muito grande.
É uma das principais razões pelas quais zarpamos, pelas quais, de certa forma, saímos da consciência de massa, pelas quais estamos seguindo rumo a uma nova senciência, ao amor-próprio e, enfim, ao entendimento sobre a verdadeira criação. Não com o velho estilo, que não funciona. E não funciona por causa das limitações humanas. Não funciona.
Vamos respirar fundo, sentindo a criação pela criação.
[Pausa]
É quando vocês tiram a mão do volante, largam o controle. É quando vocês não precisam de uma definição da mente.
A mente humana, já vou logo dizendo, realmente não sabe o que vocês querem nem aquilo de que precisam. Não sabe, porque ela pensa, mas realmente não entende o que vocês verdadeiramente desejam.
A consciência, vocês, por natureza, são criadores.
Estão constantemente criando, agora mesmo, em esferas das quais sequer estão conscientes.
Os sonhos que vocês têm à noite e [principalmente] os sonhos que vocês estão tendo neste momento e dos quais nem estão cientes são uma forma de criação.
Não aqueles sonhos do humano que são frustrantes e tentam trabalhar os detalhes da sua vida humana. Esses, como eu já disse, são os que vocês lembram quando acordam. Mas, neste momento, vocês estão sonhando em muitos níveis diferentes, criando em muitos níveis diferentes.
Este nível aqui, com a interação da luz com a matéria, a gravidade, é uma forma de criação um pouco diferente. É muito visceral, muito real.
Vocês acham que estão realmente nesta realidade, acham que estão realmente vivendo-a, pois ela é muito real. Mas vocês entenderão que isto é apenas parte da criação. E mesmo esta esfera em que vocês estão, a esfera da matéria, pode ser, de fato, um jardim perfeito para a criação.
Por mais rígida que ela seja, por mais densa que seja, pode ser perfeita para a verdadeira criação, e pra vivenciar isso da perspectiva do humano, pra vivenciar – detesto colocar isso em palavras –, vivenciar a grandiosidade e a glória da verdadeira criação.
E, por favor, lembre-se de que não são vocês, com a identidade humana, que criam, não são vocês sozinhos. É uma cocriação com o Eu Sou, a alma.
Vocês, a identidade humana de vocês, que está constantemente mudando e se transformando, se torna a parte que vivencia a criação. Mas vocês perceberão que, na verdade, sempre foi o humano, o Mestre e a alma. E então nós nos livramos de todos esses termos e definições.
É quando vocês respiram fundo: “Eu crio. E depois eu vivencio a glória, a grandiosidade, a excelência das minhas criações. E as minhas criações têm permissão pra mudar e se transformar até mesmo enquanto eu caminho por elas. Elas não estão fixas num lugar. Nada sobre elas é permanente. Trata-se de vivenciar o Eu Sou o que Sou.”
É um modo muito diferente de se viver, de ter experiências. Largar o esforço, o trabalho duro, as afirmações, as cerimônias. [Adamus ri.] Me desculpem, mas, ah, os humanos... Tantas cerimônias, visualizações. Isso não é criação. Isso é manipulação da energia, mas não criação.
Vocês chegam a um ponto em que percebem que é a energia de vocês. Ela não precisa ser manipulada. Ela está constantemente respondendo a vocês e ao seu desejo de serem criadores.
Como verdadeira criadora, ela cria coisas que o humano sequer poderia imaginar. Não apenas universos, não apenas outros cosmos, mas coisas que vocês sequer poderiam imaginar. E vocês começarão a perceber algumas de suas tentativas de criação eram limitadas e mesmo tolas.
Hum, se vocês ficarem em pé numa perna só, sob a luz cheia, debaixo de chuva, uivando determinados mantras, vocês acham que vão fazer a criação, a energia, a sua energia dizer: “Certo, responderemos a isso. Vamos lhe dar mais motivos pra uivar, mais motivos pra ficar de pé numa perna só.” Isso não é criação. É necessidade do humano. É o que é.
Vamos respirar fundo e seguir agora em direção à verdadeira criação.
[Pausa]
E, como eu disse no início deste Shoud, é muito importante agora estarem abertos, porque a verdadeira criação não ocorre quando vocês se fecham, quando não deixam que sua luz se abra naturalmente. Vocês simplesmente não serão capazes de perceber o que estão criando.
É quando sua luz se abre, quando não há nada a ser consertado e quando vocês reconhecem: “Allatone, Eu Sou criador.” Na verdade, O criador, porque vocês estão criando sua própria realidade. E então vocês se afastam e as coisas se transformam e mudam. E, de início, pode parecer uma ruptura, mas não é. As coisas se tornam claras.
É quando vocês se afastam e vislumbram o que vocês criaram.
Aquele jardim, que não era nada daquilo que vocês plantaram ou que imaginaram que ele deveria conter – que não era fruto de todo o cuidado e toda a atenção dedicados às plantas, da obsessão por elas – tornou-se algo completamente.
Não tinha as flores, as árvores que vocês imaginavam que estariam lá, mas se tornou algo muito, muito mais majestoso, como aquilo que aconteceu com Elias.
Vamos respirar bem fundo. Não tentem entender tudo isso. Apenas respirem fundo e sintam.
A verdadeira criação não tem propósito. Não precisa de um.
[Pausa]
Hum, vocês olharão pra trás, numa determinada altura, e dirão: “Ah, minha nossa, eu lutei e trabalhei duro pra criar o quê? Só o suficiente? Mal era suficiente, enquanto o tempo todo isto estava esperando por mim.”
Permitam a criação, num nível bem além daquele que o humano poderia imaginar, no qual vocês não tenham sequer que se preocupar com coisas como abundância, saúde ou coisas desse tipo. Não é que vocês vão procurar superar essas coisas; é que isso se torna sem sentido. E vocês percebem: “Eu Sou um Mestre encarnado neste planeta.”
Vamos respirar bem fundo com isso.
Respirem bem fundo. Liberem os velhos conceitos de criação.
Vamos respirar bem fundo.
Com isso, queridos Shaumbra, lembrem-se de que tudo está bem em toda a criação.
Eu Sou Adamus of Sovereign Domain.
Obrigado.
LINDA: E, com isso, por favor, respirem bem fundo. Respirem fundo. Respirem. Como Adamus disse: “Eu Sou criador.” Permitam isso. Permitam. Respirem e fluam. É simplesmente um processo de Permitir: “Eu Sou criador.” Respirem bem fundo. Respirem, sintam. Sintam lá dentro, em seu âmago. Respirem. É o humano, o Mestre, o divino. Respirem na Presença. Novamente: “Eu Sou criador.” A respiração da vida. Respirem, fluam. Respirem bem fundo. Respirem enquanto nós encerramos esta sessão especial. Respirem. “Eu Sou o criador.”
Tradução de Inês Fernandes – inesfernandes1305@gmail.com